01 maio 2017

Maio de 68




Um postal editado em 1988 pelo bar “Fóra de Moda”, de Setúbal,  alusivo aos vinte anos do Maio de 68.

28 abril 2017

"Carros de luxo"



Este carro sem rodas, feito em vime e madeira e puxado por bois, deslocava-se como um trenó.
Até ao primeiro quartel do século XX era um meio muito usado no Funchal, para fins turísticos, casamentos, funerais ou fins mais vulgares do transporte diário.

Postal cedido pela antiga aluna Andreia Monteiro

08 abril 2017

Diário da Guerra Colonial : 23 de março de 1965 - uma página marcante.



António Paulo Bastos, meu avô, nasceu a 29 de setembro de 1943. Foi recrutado para participar na Guerra Colonial na Guiné. Saiu de Portugal a 15 de julho de 1964 permanecendo lá até 1966.
 Conto assim um dos seus episódios que mais o marcou e que li no seu diário de guerra



A 23 de março de 1965 o meu avô acordou às 4:00 da manhã em Farim e preparou-se para a grande operação Canjambarin.
 Saiu em direção a uma povoação chamada Jumbembem, onde se encontravam mais tropas portuguesas, que se juntaram e seguiram para a missão.

Por volta das 6:30 deu-se um rebentamento de uma mina debaixo de uma viatura
 "Começou o festival”, segundo escreveu no diário. O pelotão de morteiros português começou a disparar para a retaguarda do inimigo. A fox (carro blindado) passou para a frente e disparava com as suas duas metralhadoras e pessoas no terreno. A mistura de barulhos e um intenso cheiro a pólvora fê-lo pensar: "É desta que não te escapas".


Perto das 8:30 horas, o inimigo parou de fazer fogo, pois deviam estar a retirar os feridos e mortos.
 Aproveitando-se da situação, as tropas portuguesas avançavam com o objetivo de chegar a Canjambarin. De repente o adversário ataca com morteiros 82, de longe, e ninguém sabia de onde vinha. Por volta das 14:00, o comandante chama os bombardeiros aéreos que largam 4 bombas sobre o inimigo.

Ás 16:00 chegam as tropas portuguesas a Canjambarin e fica assim concluída uma das missões. Não houve baixas portuguesas mas por parte do inimigo houve bastantes mortes e feridos pois via-se o rasto de sangue pelo chão.


                                                                                                                Inês Bastos 9ºF

27 março 2017

Noivos em Azeitão nos anos 60




Os meus avós maternos nasceram em 1938 e 1941. Quando casaram teriam por volta de vinte anos, pelo que esta fotografia data dos anos 60.
O casamento realizou-se na zona de Azeitão.
                                                                                                                                  Sofia Monteiro 9ºA

30 janeiro 2017

Um "eminente sábio" ... na arte de bem propagandear...




O Estado Novo foi um regime autoritário e repressivo cujo funcionamento dependia de órgãos como a polícia política, a censura e a propaganda.
Com a criação do secretariado de propaganda nacional, procurava-se a divulgação de grandes eventos e de grandes obras públicas, para enaltecer o papel do Estado e do chefe.
Este livro escolar contém propaganda a Salazar com o objetivo de passar aos alunos a imagem de Salazar como “Salvador da Pátria”.
Nos dias de hoje é impensável e difícil de imaginar os manuais de História fazerem propaganda política de forma tão descarada.

Maria Leonor Alves, 9º F



(clicar na imagem para ampliar)

24 janeiro 2017

O meu trisavô Manoel na Grande Guerra




                                                                                             Duarte Formas 9ºC

11 janeiro 2017

Coisas simples e fantásticas... 🎲



Este pequeno objeto, um brinquedo adquirido nas feiras nos anos 60 e que ainda conservo, consiste numa pequena base circular com duas balizas em metal e uma bola. Fazia as delícias da pequenada, dando origem a épicas brigas pela sua posse durante as viagens de carro. 

🎲

26 dezembro 2016

Feliz 2017




A todos os nossos amigos e visitantes, desejamos um feliz ano de 2017  

09 dezembro 2016

Novas do desaparecimento do "Pero de Alenquer"

                                                                                   

(clicar nas imagens para ampliar)


Este artigo de jornal, de 1947, faz referência ao desaparecimento de embarcações encontradas a navegar sem tripulação e das lendas que originaram.
Faz igualmente referência ao desaparecimento do “Pero de Alenquer” da marinha portuguesa de comércio.




António Paulo Xavier de Basto, meu tio em quarto grau, nascido a 1892, era segundo comandante do navio mercante Pero de Alenquer. Saiu de Portugal numa viagem aos Estado Unidos da América, no ano de 1915 (tinha 23 anos) e já com a primeira guerra mundial a decorrer. Chegando a Nova Iorque sem problema, carrega gasolina e petróleo.
A 28 de Fevereiro de 1916 este comunica com a ilha de S. Miguel que estava prestes a chegar, passaram-se horas e não havia sinal do navio. O Draga-minas Augusto de Castilho saiu em busca de Pero de Alenquer não encontrando nem destroços nem corpos. Já em 1918 aquele seria afundado pelo mesmo submarino alemão na tentativa de salvar um outro navio mercante.
Sabe-se que o navio Pero de Alenquer foi torpedeado, sofrendo uma grande explosão devido à sua carga e afundou a pique.
Mais tarde descobriu-se que o submarino alemão era o U-139 e Lothar Von Arnaldo de Lá Pierre seu comandante.
António Paulo Xavier de Basto morre no dia 29 de Fevereiro de 1916 com 24 anos.

(agradeço ao meu avô António Bastos pelas informações e apoio nesta pesquisa)


Inês Bastos 9º F

23 outubro 2016

Uma motorizada casal dos anos 70 no alentejo





Nesta foto podemos ver o ambiente no Alentejo nos anos 70, podendo observar que também as mulheres andavam de motorizada, escreve a Joana Pereira do 9º A que também encontrou a foto.
Ou, uma vez que seria mais comum a bicicleta, será que foi só para a fotografia? perguntam os outros. De qualquer modo, olhando atentamente, verificamos que o veículo está parado e assente no suporte...
                                                                                                                                    Joana Pereira 9ºA

20 outubro 2016

Alentejo anos 70





Nesta fotografia, tirada no coração do Alentejo, podemos ver bem patente o vestuário típico dos anos 70 : os cabelos compridos, as calças à “boca de sino”, as cores, as golas…
                                                                                                                      
                                                                                                                           Joana Pereira, 9º A




16 outubro 2016

Duas crianças, uma cabana e um cão.





Nesta fotografia, tirada pelo meu avô em Timor nos anos 60, podemos ver a cabana onde viviam as duas crianças que aparecem com um cão.

                                                                                                       Verónica Cardoso, 9ºA

11 outubro 2016

Uma cabana na árvore




Esta fotografia foi tirada nos anos 60 em Timor. A cabana na árvore era a habitação de alguns timorenses.

                                                                                           Verónica Cardoso, 9º A

07 junho 2016

08 março 2016

Nas florestas da Colômbia





Nos anos 50, a Colômbia viveu um período de Guerra Civil que ficou conhecido por “La Violencia” e que durou dez anos, de 1948 a 1958.

Nestas fotografias, tiradas na década de 50 e princípios da de 60 a segunda, podemos ver primeiro uma foto dos meus avós maternos na altura do seu casamento e, na segunda, nos campos onde trabalhavam já com o seu primeiro filho.


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          yahel Jaramilho, 9º F

02 março 2016

17 fevereiro 2016

Os meus avós maternos


                                        Carolina Pinta 9ºA

19 dezembro 2015

Um Feliz Natal para todos os que nos visitam




As aventuras de Pinóquio : história de um boneco / Carlos Collodi
AUTOR(ES): Collodi, Carlo, pseud.
PUBLICAÇÃO: [S.l.] : Ed. Paulistas, 1956 ( Lisboa : -- Pia Soc. de são Paulo)

Carlo Collodi, pseudónimo de Carlo Lorenzini, (Florença, 1826 - 1890), colaborou em numerosos jornais, escreveu romances e peças de teatro. Começou a dedicar-se à literatura para a infância em 1875; adoptou entretanto o pseudónimo de Collodi, nome da terra natal de sua mãe. A sua obra-prima, As Aventuras de Pinóquio, foi inicialmente publicada em episódios no Giornale per i Bambini, surgindo em livro em 1883


(informação obtida em http://oarquivodabiblioteca.blogspot.pt/)

05 junho 2015

Anos 70, sem qualquer dúvida


- Quando foi esta foto tirada?
- Janeiro 1974.
- Que idade tinha nesta foto?
- 18 Anos.
- Na altura, sabia da existência da PIDE ou conhecia casos da intervenção desta?
- Sim, sabia que existia, apesar de os jornais não publicarem estes casos. Ou seja, tudo o que sabia vinha de conversas que ouvia.
- Para além destas situações, sentia a ação da censura?
- Sentia-se bastante a censura...não só nos jornais como na rádio. Por vezes as canções ou artigos eram publicados e só eram retiradas mais tarde quando se davam conta do seu verdadeiro significado ,como as canções do Zeca Afonso.

- Quais foram as maiores diferenças que sentiu com o 25 de abril?
- Esta foi uma revolução fundamental para o desenvolvimento económico e social de Portugal. Foi com o 25 de Abril que passámos a poder dizer aquilo que pensávamos e a defender aquilo que achávamos justo.
- O seu marido chegou a ir para a Guerra Colonial?
- Não...Ele entrou para a tropa em Março de 1974, pouco antes do25 de Abril e, visto que a Guerra Colonial ainda permanecia nesta altura, foi por sorte.


-  Há algo de que sente falta do antigo regime?
- O respeito é o  que faz mais falta...Tudo isto melhoraria um bocado se também fosse melhorada a educação, na qual se tem apostado cada vez mais, mas não tem dado muito bom resultado.


- Para a atual situação, considera que “faz falta alguém como Salazar”?
- Ainda continua a haver muitos erros no país. Mas não nos podemos esquecer que
Salazar amordaçava as pessoas, retirava-lhes a liberdade de expressão e isso é um erro injustificável.
- Por fim o que foi a revolução para si?
- Foi a mudança de um regime e, o mais importante, o fim da guerra do Ultramar para onde seguiria o meu marido.

Esta entrevista foi feita a minha avó Maria de Lurdes ,no mês de abril de 2015.

                 Catarina Vedor 9ºD

04 junho 2015

Fernando Nogueira, um dos primeiros taxistas deAzeitão


Numa época em que os transportes públicos não abundavam, a existência de um táxi era muito útil para as pequenas e medias deslocações.
No final do século XIX e no início do século XX, o cavalheiro presente na foto, de seu nome Fernando Augusto Nogueira, era o proprietário de um dos dois táxis (na altura chamados carros de praça) existentes em Azeitão.

Miguel Pato, 9ºD